Oráculo de Kaira

Oráculo de Kaira

o Oráculo da Fonte

Criação: Joel Eloi Franz

Colaboração: Mariana Roeber

Ilustração dos oráculos: Luana Marchezi

Acessoria artística: Acelmar Marchezi

Oráculo inspirado no Tarot de Rider-Waite

Santa Maria, RS, Brasil, 2025

O símbolo da Escola e da Ordem da Fonte: A Cruz Chacana com a flor Jasminum Azoricum de seis pétalas ao centro.

 

As Escolas de Mistérios egípcias são a fonte de quase todos os oráculos conhecidos. As nove escolas foram uma inesgotável fonte de conhecimento que abasteceram todo o mundo, até hoje, em suas bases de sabedoria. Os grandes filósofos gregos ali tiveram sua fonte. Nelas, iniciou-se a Medicina da qual hoje temos acesso. Matemática, Arquitetura, Música, tantas áreas diferentes de saber, com o foco no Domínio da Vida, aprendendo leis universais, que valeriam para explicar três planos de existência. Um superior ao nosso, o plano terrenal, e um plano inferior ao que habitamos. Vários mundos e realidades possíveis em cada plano. E a vida não se limitaria a estes três. São metáforas para explicar que há mais, sobre o céu e a terra. 

As Escolas de Mistérios assim eram chamadas, porque Mistério significava um determinado modo, específico, de se ensinar e aprender: o conhecimento não era dado de forma direta, com a palavra, objetivamente. Educava-se para uma mente que se desenvolvesse intuitivamente, e para isso, o saber era transmitido através de alegorias, símbolos, músicas, parábolas. As entrelinhas eram importantes. O buscador precisava sentir o que recebia e perscrutar seu próprio coração em busca da Verdade. Precisava aprender a confiar em sua intuição e no que ela lhe sussurrava. Assim, o conhecimento desenvolvia um autodisciplinado, autorresponsável, buscador da melhoria interna. Um alquimista da própria Alma. Sem intermediários.

Este oráculo segue a tradição das Escolas de Mistérios e contém chaves milenares de conhecimento para o Domínio da Vida. Sua tradição hermética utiliza Kabbalah, Alquimia, Hermetismo, o Tarot (Rider-White como base), Gnosticismo cristão do primeiro século, entre outras tradições espirituais, para compor o Caminho da Fonte. Estas cartas, um total de 22 Arcanos Maiores, mostram o caminho que Kaira, a personagem que representa a Alma do Buscador, vai contar, sendo ela um ser de uma dimensão superior à nossa, e relata como foi viver em nossa dimensão, com tudo o que passou e aprendeu. Ao percorrer este relato, poderá o Buscador aprender algo para si, e compreender como funciona o sistema que permite a ascensão a níveis superiores de autoconsciência. 

Permita-se conversar com seu silêncio interior. Kaira falará, como o sopro da noite no deserto, afugentando as areias do tempo. Ouça com seu coração atento ao chamado de sua Alma.

Este Oráculo destina-se, mais especialmente, À Ordem e à Escola da Fonte, moderna Escola de Mistérios nas Américas. Mas dirige-se a todos os Buscadores que ousarem dedicar-se quebrar os códigos dos textos iniciáticos deste Oráculo. Você se atreve?

O texto separará os verdadeiros Buscadores.

Oriente de Santa Maria, 19 de Junho de 2025

Falcão Azul - Escola da Fonte.

 

O poema abaixo é um adendo ao Mapa da Fonte. O poema foi escrito por Mariana Martins Roeber, em 2019, enquanto estudava espiritualidade na Índia. Algumas palavras foram adaptadas à Escola da Fonte. O quadro do Caminho da Fonte foi pintado por Joel Elói Franz entre 2015-2020.

 

O Caminho da Fonte

Mariana Roeber - Índia - 2019

 

Era uma vez, um buscador

Um ser muito inteligente

Que ainda não sabia muitas coisas

Porém, era curioso e valente.

 

Queria tudo conhecer

E adorava se aventurar!

Sua confiança na vida

Era de admirar.

 

Um belo dia, ele foi passear

Lá na montanha, sozinho

E em um momento ele se deparou

Com duas opções de caminho.

 

O da esquerda, era o Atalho para a alegria

O da direita, era o Abismo do sofrer

O buscador nem hesitou:

''A alegria eu vou escolher!''

 

 "Aqui é o caminho do meio"

Entre os dois, uma plaquinha dizia

Mas o buscador nem percebeu

Em meio a sua euforia.

 

Ele, então, seguiu em frente

Cheio de expectativas

E não é que era verdade?

O caminho era uma maravilha!

 

De todos os lados, milhões de coisas

Música, cores, festa, comida

Tudo era tão incrível

Que até parecia de mentira!

 

E distraído com tantos prazeres,

Não viu a placa que dizia:

''O caminho do sofrimento

Começa no final do da alegria.''

 

Já cansado, seguiu em frente

Mas não conseguia entender

Porque assim, tão de repente

Ele começou a sofrer!

 

Não havia mais cores, nem festa

O medo lhe perseguia...

E se sentia muito triste

Onde estava aquela magia?

 

Foi difícil, e demorou,

Mas ele continuou a andar

Mesmo com tanta escuridão

Ele não desistiu de sair de lá.

 

Finalmente, ele chegou

Mas... Estava de volta ao início!

Se sentia aliviado

Pois não caiu do precipício.

 

De novo no mesmo lugar

O buscador não entendia:

Porque havia duas placas

Se na verdade era a mesma via?

 

E então, ele avistou a plaquinha

Pro tal do caminho do meio

Não poderia ser pior

Do que aquele de onde ele veio!

 

Sentiu que deveria tentar

Mas percebeu que aquele caminho

Não era muito usado...

Porém, não estava sozinho.

 

A sua volta, havia borboletas

E passarinhos, a cantarolar

Ele respirou, confiante

E então se deixou guiar.

 

Passou por muitas ruelas

Como a da aceitação

Seguida pela rua da calma

A do perdão

E a da compaixão.

 

Durante todo o caminho

Não havia grandes emoções

Mas sentia uma paz incrível

Que superava sensações!

 

Lá no alto da colina

para sua surpresa

Havia um lindo lago

Chamado ''lago da clareza''

 

O buscador se aproximou

E então, ele pôde enxergar

A sua própria imagem

Na água calma daquele lugar.

 

De lá de cima, ele viu também

Os caminhos por onde passou

''Agora eu consigo ver tudo!''

O buscador, tranquilo, pensou.

 

Agradeceu por tudo o que viveu

Por que antes ele não sabia

Mas a partir daquele momento

O Caminho da Fonte ele sempre escolheria.

 

Oração do Oráculo

“Ó Fonte,
fala comigo com silêncio e símbolo.
Sussurra teu Sim e teu Não
através de uma imagem.
Que eu veja o Invisível
sem me confundir com ele.
Pois o que vejo fora,
mora em mim.”